Muito tempo ao computador? Os teus olhos precisam destas dicas

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Sessenta e oito por cento dos millennials – jovens nascidos durante a década de noventa – sofre de tensão ocular relacionada com o excesso de tempo passado em contato com aparelhos que envolvam a utilização de ecrãs.

São os resultados surpreendentes de um estudo levado a cabo pelo Vision Council, que se alia a muitas outras publicações sobre miopia e problemas derivados para concluir que os problemas oculares se vêm a tornar cada vez mais uma epidemia à escala global.

Os fatores que podem estar na origem deste tipo de fenómeno são variados, mas os principais responsáveis estão intrinsecamente ligados ao facto de os jovens passarem demasiado tempo a olhar para um ecrã brilhante durante o seu dia-a-dia. A forma como a sociedade se tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos “força” cada vez mais tarefas a serem realizadas através do uso de superfícies onde a informação é projetada.

Muitas vezes sem nos apercebermos, acabamos por somar um total de demasiadas horas passadas a ler trabalhar/estudar no computador, ler em tablets, ver televisão, ou consultar as redes sociais através do smartphone. Um problema que também não é amortizado pela vida sedentária associada a uma rotina marcada pela quantidade de tempo passado dentro de portas.

O problema à luz da ciência

É um facto assumido que passar longos períodos de tempo a focar a vista no ecrã se trata de uma atividade muito pouco natural. Em adição, esse conveniente pode, muitas vezes, acabar por ser catalisado por imagens desfocadas que obrigam os olhos a efetuar um esforço adicional, ou pela involuntária diminuição do número de piscar de olhos durante a utilização dos já referidos dispositivos.

A secura e irritação sentida por muitos dos utilizadores está relacionada com a luz azul emitida pelos ecrãs, normalmente referida como luz visível de alta energia, que quando está associada a períodos de exposição demasiado elevados pode até mesmo provocar danos ao nível celular da retina ocular.

Esta degradação, ainda que lenta, pode ter graves problemas a longo prazo. Uma exposição em demasia pode resultar em problemas de visão graves, incluindo cataratas. Como se não bastasse, a retina não pode ser regenerada ou substituída uma vez danificada, aumentando a preocupação associada a este tipo de patologias.

Paradigma universitário

Portugal não é uma exceção no que toca às taxas associadas ao número de afetados por este tipo de problemas. Antes pelo contrário – os estudos disponíveis que abrangem especificamente o nosso território demonstram que a miopia tem vindo a aumentar exponencialmente entre os jovens que pertencem à faixa etária descrita no primeiro parágrafo deste artigo.

A situação pode mesmo ser preocupante em alguns grupos normalmente associados a um maior contato com a utilização de ecrãs – como é o caso dos estudantes universitários. Conforme comprova um estudo levado a cabo pela Universidade do Minho, concluiu-se que “nos últimos 12 anos, o número de estudantes do primeiro ano das licenciaturas desta instituição praticamente duplicou, passando de uma taxa de 22%, em 2002, para 42%”, de acordo com o PÚBLICO.

A mesma fonte afirma que este é um problema que se vai agravando ao longo do curso, com a prevalência a aumentar para os 27% no caso dos alunos de 2002. Uma estatística que nos leva à componente seguinte deste artigo, em que elaboramos uma série de dicas úteis para combater o problema.

Previne-te contra este mal

Garantir que tomas medidas para estar a salvo do avançar galopante destes números não é algo que exija um esforço particularmente grande, muito menos que te isoles numa gruta sem acesso a tecnologia.

A maneira mais fácil de te certificares de que estás a poupar a saúde dos teus olhos é garantir que fazes pausas regulares durante o tempo de utilização de ecrãs. Uma boa estratégia a adotar passa pelo método 20-20-20: relaxar a vista olhando para alguns objetos a 20 pés de distância (cerca de 6 metros), durante 20 segundos, por cada 20 minutos de utilização de um ecrã.

Em adição, poderás ainda executar a prática de simples de fazer um intervalo de dez minutos por cada hora de utilização de um computador, por exemplo. Este procedimento já deverá ser suficiente para poupar a sanidade dos teus olhos, mas também poderás ter em consideração uma alteração das definições dos teus dispositivos para estarem com o tamanho da letra e a luminosidade adequados – neste último caso, tenta sempre garantir que a luminosidade da sala em que te encontras é semelhante à do teu ecrã.

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